Há quem critique a submissão dos sujeitos, acreditam que é preciso posicionar-se sobre a vida, sobre as questões, sobre as traições.
Porém podemos compreender que não assumir uma posição pode ser uma posição.
O Caso do vestido de Machado de Assis causa indignação em muitos, que mencionam: “como ela pode perdoar”? “Como pode ser tão ingênua”, os críticos esperavam uma postura severa por parte da mulher, que não o quis fazer.
Um vestido que não lhe cai bem, segundo os padrões “estilísticos”, pode vestir elegantemente um outro sujeito.
O vestido é de seu dono e ele faz o uso que achar melhor, se será feliz ou não, somente usando para saber, só nos resta pensar que sempre podemos mudar de vestido se assim desejar, e ninguém tem o direito de criticar, afinal o vestido é seu.
Critica da Daniela Paula. Produzido a partir do poema “ Caso do Vestido” , de Carlos Drummond de Andrade.
O Fale Por Eles, é um blog criado por alunos de Graduação do curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais voltado para a publicação de atividades/trabalhos feitos em sala de aula, portanto seu caráter é avaliativo. Seu conteúdo é direcionado a todo tipo de público, suas postagens de fácil entendimento e cores que facilitam a visualização.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Repouso.
Imagina se eu parasse, se aceitasse tudo que me propõem
você seria feliz, e eu?
Permaneço dormindo, em um coma infinito.
Buscando a Eutanásia, nada mais me faz sentido.
Não consigo pensar, amar, odiar...
Sou um brinquedo sem dono, esquecido.
Na prateleira de uma loja.
Nem lagrimas tenho mais.
Se pelo menos tivesse escrito, ainda que um verso.
Seria lembrado quando minha doce despedida me abraçar
Enquanto ela não chega, fecho meus olhos sem ter em que repousar.
Poema de Daniela Paula. Produzido a partir da “Palestra de Adelia Prado”, realizada no Tribunal de Justiça de Belo Horizonte.
você seria feliz, e eu?
Permaneço dormindo, em um coma infinito.
Buscando a Eutanásia, nada mais me faz sentido.
Não consigo pensar, amar, odiar...
Sou um brinquedo sem dono, esquecido.
Na prateleira de uma loja.
Nem lagrimas tenho mais.
Se pelo menos tivesse escrito, ainda que um verso.
Seria lembrado quando minha doce despedida me abraçar
Enquanto ela não chega, fecho meus olhos sem ter em que repousar.
Poema de Daniela Paula. Produzido a partir da “Palestra de Adelia Prado”, realizada no Tribunal de Justiça de Belo Horizonte.
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