Gostaria aqui de dizer-te, oh amor!
Porque fizestes de mim um ator?
Inconcebível é desfrutar de pensamentos
contentando- me em sonhar com seu calor.
Gostaria aqui de dizer-te, oh amor!
Porque carregas em si esta dor?
Que dos laços desfeitos, entrelacei-me
No horror.
Texto do Stefani Feliphe. Produzido a partir da letra da música “Altar Particular”, de Maria Gadú.
O Fale Por Eles, é um blog criado por alunos de Graduação do curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais voltado para a publicação de atividades/trabalhos feitos em sala de aula, portanto seu caráter é avaliativo. Seu conteúdo é direcionado a todo tipo de público, suas postagens de fácil entendimento e cores que facilitam a visualização.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Intocável ilusão.
A escrita vem como o vento, nua, é de tinta, a escrita, e passa como nada mais passa na vida, nada, exceto ela, a vida.
Ao correr sentia que o fôlego me faltava, estranho sou um verdadeiro atleta, talvez seja essa maldita gripe. O que me preocupava, no entanto, não era o fôlego que me faltava, mas as dores por todo o corpo, além do mais, tinha a sensação de que corria em câmera lenta.
Não vou me importar, tem dias que realmente não estamos muito bem. O que me intriga é que durante esta minha corrida vários senhores e senhoras, já de idade, tentam me acompanhar, coitados, um dia talvez já foram como eu, um verdadeiro atleta.
Durante minha corrida, com dores por todo o corpo e ainda com um fôlego, ou melhor, sem nenhum fôlego, percebia algo estranho no ar, vários jovens observavam minha corrida, talvez invejando todo meu vigor físico, ou poderia ser uma crítica por estar humilhando aqueles velhinhos que a todo custo tentavam me acompanhar.
De fato meu fôlego acabou, estou no chão, será que caí? Desmaiei? Uma dor forte, insuportável, não é possível, um infarto? Mas sou tão jovem. Escuto um homem dizendo que estou sofrendo um ataque cardíaco, pessoas me olham assustadas, meu Deus estou morrendo. Um homem chega ao meu lado no celular e diz: É um homem aparentando setenta anos ou mais, insiste em colocar a mão no peito, será que é infarto doutor?
Sentia me como o vento, esforcei-me e consegui abrir os olhos, em uma faixa estava escrito, décima primeira corrida da terceira idade, entendi, a vida passa.
Texto do Stefani Feliphe. Produzido a partir do trecho de “Escrever” da Marguerite Duras.
Ao correr sentia que o fôlego me faltava, estranho sou um verdadeiro atleta, talvez seja essa maldita gripe. O que me preocupava, no entanto, não era o fôlego que me faltava, mas as dores por todo o corpo, além do mais, tinha a sensação de que corria em câmera lenta.
Não vou me importar, tem dias que realmente não estamos muito bem. O que me intriga é que durante esta minha corrida vários senhores e senhoras, já de idade, tentam me acompanhar, coitados, um dia talvez já foram como eu, um verdadeiro atleta.
Durante minha corrida, com dores por todo o corpo e ainda com um fôlego, ou melhor, sem nenhum fôlego, percebia algo estranho no ar, vários jovens observavam minha corrida, talvez invejando todo meu vigor físico, ou poderia ser uma crítica por estar humilhando aqueles velhinhos que a todo custo tentavam me acompanhar.
De fato meu fôlego acabou, estou no chão, será que caí? Desmaiei? Uma dor forte, insuportável, não é possível, um infarto? Mas sou tão jovem. Escuto um homem dizendo que estou sofrendo um ataque cardíaco, pessoas me olham assustadas, meu Deus estou morrendo. Um homem chega ao meu lado no celular e diz: É um homem aparentando setenta anos ou mais, insiste em colocar a mão no peito, será que é infarto doutor?
Sentia me como o vento, esforcei-me e consegui abrir os olhos, em uma faixa estava escrito, décima primeira corrida da terceira idade, entendi, a vida passa.
Texto do Stefani Feliphe. Produzido a partir do trecho de “Escrever” da Marguerite Duras.
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